Putin quer deixar legado e resgatar Rússia como superpotência, avalia professora


 

A decisão do presidente da Rússia, Vladimir Putin, de invadir a Ucrânia tem a ver com a “necessidade de deixar um legado e mostrar um fortalecimento russo”, de acordo com a professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de Sergipe, Barbara Mota.

Em entrevista à CNN Rádio, ela ponderou que Putin está à frente da Rússia há muitos anos. “Em 5 ou 10 anos, talvez ele precise se aposentar. E, com esse entendimento, na minha avaliação existe a necessidade de deixar uma marca.”

“Talvez não esteja falando de retomar a União Soviética, mas de entender essa movimentação como legado pessoal que vincule a imagem do Putin”, disse.

Ao mesmo tempo, “é uma tentativa de resgatar status de preponderância da Rússia, que ficou em xeque nos últimos anos, e agora tenta voltar à imagem de superpotência, de um estado que não pode ser desconsiderado nas relações internacionais.”

Segundo Barbara Mota, este é um “momento limite”, mas ainda não é possível entender qual vai ser a interpretação dos grandes atores internacionais diante do ataque russo.

“Alguns países da Otan invocaram o artigo 4º e solicitaram reunião para decidir se vão entender que essa ação fere a independência política ou a segurança não só da Ucrânia, mas dos demais países-membros.”

Ela avalia que é cedo para prever se “as tropas russas vão parar ou avançar além da Ucrânia.”

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