Decreto que atinge Zona Franca é um "presente de grego às vésperas do dia do trabalho", declara Amazonino Mendes





Da Redação / amazonteenbr@gmail.com

O pré-candidato a governador, Amazonino Mendes, declarou nesta quinta-feira (29), que os decretos do Governo Federal foram um verdadeiro "presente de grego às vésperas do dia do trabalho". Na noite passada, novos decretos de ampliação de 35% de redução do IPI (Imposto de Produtos Industrializados) foram divulgados no Diário Oficial da União. A medida não excepcionaliza o Pólo Industrial de Manaus (PIM), portanto, por não cobrar o IPI, com a redução, as vantagens comparativas da ZFM em relação aos demais mercados perdem força na competitividade, o que naturalmente causaria a saída das empresas do PIM. 

Nas redes sociais, Amazonino Mendes afirmou que o decreto vai causar impactos sociais e econômicos. "É um desastre em cascata. Atinge os empregos, as famílias, sua renda, a arrecadação de impostos. Atinge todos os amazonenses!"

O ex-governador ainda disse que a medida é uma 'catástrofe' e deu exemplos de Presidente Figueiredo, responsável por 3 mil empregos diretos na produção de açúcar para refrigerantes, e Maués, responsável pelo principal produto econômico do município, o guaraná. 

Ao fim, Amazonino Mendes classifica como 'omissão' e "comportamento covarde, de lesa pátria" do atual governador, Wilson Lima.

Amazonino já confrontou medida de FHC, em 2001
Esta não é a primeira vez que a Zona Franca de Manaus vira alvo do Governo Federal. Em 2001, o então governador Amazonino Mendes, entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a decisão de Fernando Henrique Cardoso, na época presidente da República, que prejudicava a ZFM. Ainda naquele ano, Amazonino pediu a revisão de pontos da lei de informática. Entre os itens da lei de informática contestados pelo governador estava a produção de monitores de vídeo e telefones celulares. Segundo Amazonino, a nova legislação tornava inviável a continuidade da Zona Franca de Manaus, já que estendia a todo o país as vantagens que até então eram exclusivas do Pólo Industrial de Manaus (PIM).



Leia a nota

Mais um golpe contra a nossa #ZonaFrancaDeManaus foi dado na calada da noite. Dessa vez, um decreto federal zerou o imposto sobre insumos que impactam diretamente o polo de concentrados e refrigerantes, dentre outros.

Um verdadeiro presente de grego às vésperas do dia do trabalho. São milhares de famílias atingidas diretamente. Isso sem falar dos impactos sociais e econômicos. É um desastre em cascata. Atinge os empregos, as famílias, sua renda, a arrecadação de impostos. Atinge todos os amazonenses!
Vou dar dois exemplos: em Presidente Figueiredo impacta cerca de 3 mil empregos diretos na produção de açúcar para refrigerantes. Em Maués, esse decreto descabido atinge o principal produto econômico do município, o guaraná. É uma catástrofe.

Esse comportamento covarde, de lesa pátria, essa inaceitável omissão desse governador está destruindo nossa economia, o nosso estado. Chega! Os interesses do Amazonas devem estar acima de tudo. Esse atual desgoverno vai conhecer a força que vem do povo amazonense. Juntos vamos devolver o respeito e a dignidade ao nosso estado, à nossa gente.

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